Desculpe-me por estar desprotegida de riscos e perigos, com o corpo todo necessitado de nutrientes [desconhecidos]. Deve ser o gosto metálico na boca que sobrecarrega o estomago, nariz, intestino, ouvidos, olhos e mãos, me deixando mais faminta. Desculpe-me por não ficar em manutenção. É que tento ficar em casa, mas quando menos espero, já estou no elevador com o vizinho do andar de cima. Desculpe-me por não ir me esconder entre as fronteiras do Afeganistão e Paquistão. É que preciso ir à faculdade, rever o velho professor que me olha com o jeito de um pinheiro selvagem e me faz sentir acentos picantes de vinho tinto inundando minha carne; e ainda me manda sentar ao lado de um amigo enigmático e ter uma aproximação física mais intensa até vir um idiota me acordar.
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