IN_ERNO INCANDESCENTE

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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

núcleos de uma paixão

[BY Ana, Cameron, Dani e Raquel]
Ontem, acordei com um vazio nos olhos e o coração brilhante porque as minhas lágrimas você havia enxugado. Quando estavas ao meu lado, eu não me sentia presa num elevador por um minuto sem segundos. Quando estavas ao meu lado, eu sabia que podia voar e apenas uma prisão existia, teu olhar fitando o meu. Por puro medo tentei te esquecer e perfurei todo o meu coração, depois espremi até que parasse de cair a última gota de desejo. Sequei os olhos, hidratei o sorriso e retoquei o esmalte descascado. Coloquei a música de quando o mundo inteiro estava congelado e meus intervalos indefinidos pulsaram com o calor dos seus passos. Me peguei dizendo [não] aos meus pensamentos, que persistiram em me mostrar de alguma maneira você ainda lá; sereno, tímido e louco para viver nosso amor proibido. Confesso que o perigo me atrai e me vejo perdida no meio desse conflito de sentimentos. Agora, meu coração congelado arde de paixão e tem vontade de jogar meu medo pro alto e admitir que essa loucura me faz sorrir por reencontrar a paz. Mas o problema é que você também tem medo e fica sério, e dói suportar o peso de não sentir seu corpo, dói me segurar porque é tão bobo que me faz ter pena de mim mesma. Saiba que eu te amo no pôr do sol, nos dias de chuva, no amanhecer, na escuridão, e te amo mais ainda quando não estou pensando em você porque percebo que o mundo inteiro fica sem graça sem um farelinho de sua existência. Por isso te digo: só você me faz preencher os espaços em brancos que residem dentro de tudo que invento. E eu reinventei um lugar seguro pra você permanecer. É aqui nesse texto que seu sorriso, meus olhos vazios e meu coração brilhante captaram o que a nossa música tanto escondia: meu desejo louco de ser uma deusa na sua cama fria.

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